domingo, 28 de junho de 2009
After birraid de midium
'Birraid de midium'


terça-feira, 23 de junho de 2009
Vide Rótulo
Esta semana surgiu um assunto na grande mídia que tomou as rodas de bar, as redações, as universidades e, principalmente, os recém-formados jornalistas.
Carta que o atual presidente da Intercom (Sociedade Brasileira de Estados Interdisciplinares da Comunicação) enviaram ao STF. Nela, eles afirmam:
O diploma de jornalismo, que agora se discute, não constitui uma simples reserva de mercado. Estabelece, isto sim, que o jornalista deve passar pelos bancos da Universidade. Só ali esse agente da informação coletiva pode se qualificar profissionalmente. E onde pode adquirir clara percepção das responsabilidades que tem perante à sociedade.
Esta é a tese que advogamos, na expectativa de que os Juizes da Suprema Corte possam discernir o verdadeiro mérito do que vão decidir. Não se trata de defender uma categoria, mas, acima de tudo, garantir ao conjunto da sociedade brasileira o direito de ser bem, livre e corretamente informada.
Apoie a campanha da Fenaj clicando aqui.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Igualmente diferenciados

Os moletons da Sun Rocha contrastavam, tanto no preço como no estilo, com os caríssimos Adidas de última geração. Eram dois. Garotos. Brancos. Daqueles em que se nota ao longe pertencerem a Classe C, recem-salva da 'miséria' pelo governo do presidente Lula.
Mas eram dois, falavam mansamente, com jeito de trabalhadores. Como os milhares que são criados com esforço e dedicação por mães, muitas vezes, domésticas e pais porteiros. Pessoas simples que tentam dar um tanto da dignidade e oportunidade que, eventualmente, lhes faltaram aos seus filhos.
Conversavam sobre casualidades e riam um do outro com um sorriso inocente e amigável. Tentavam, quase incessantemente, encabular o outro frente aos presentes no Metropolitano Paulistano. Tudo muito franco e em tom de amizade real e parceria longínqua.
De repente, na parada da estação da Sé, surge um terceiro vindo do final do vagão. Vestido de forma semelhante e com o mesmo humor infantil, porém negro, muito negro. Este rapaz, um pouco mais velho, era mais áspero em seus comentários e com três ou quatro frases conseguiu encabular os outros dois garotos a ponto de haver da parte deles um (ainda que tímido) pedido de clemência.
Quando os ânimos começaram a se animar e a discussão tomava corpo, eis que surge um quarto garoto da turma. Vindo sabe-se lá da onde, o rapaz estava acompanhado de sua namorada. Esta garota, extremamente magra e com traços e trejeitos bem nordestinos, vestia-se diferente daqueles três primeiros 'caras', como ela os chamava. Trajava roupas 'emos' e de modelos pouco sofisticados como as de seus amigos. Ela, provavelmente com seu 'poder feminino', levava em seu estilo o quarto garoto e fazia nítida a disparidade dos dois com o restante do grupo.
Bem, voltando a cena, os dois apareceram e logo colocaram fim a todo o clima chato do 'encontro'.
A garota pouco falou, mas o que falou ficou muito bem colocado e firme:
- Como vocês podem discutir desse jeito e se ofender se vocês são amigos desde as fraldas? R-I-D-Í-C-U-L-O!
Seu namorado ainda completou com um - É isso mesmo. Somos amigos desde pequenos, Caras!- Mas foi só um reforço da lição que a garota já havia ensinado com 17 palavras muito bem colocadas.
Observando isso, percebi que estava frente-a-frente com uma valiosa lição da vida:
quinta-feira, 28 de maio de 2009
A Lei e o 'Crime'
As pessoas, e sociedades, de um modo geral, agem de uma forma distorcida e muitas vezes até cômica nesta relação.
Dia desse eu estava no trem, faço isso com certa frequência, e reparei em uma coisa que já havia visto milhares de vezes, mas que nunca tinha me chamado a atenção, pelo menos não desta forma.

- Olha a Coca, Brahma, Skol!!!
Todos são atraídos por milésimos de segundos para a voz já rouca daquele cidadão. Muitos sequer lhe dão atenção, eu sim. Por algum motivo, naquele dia isso me prendeu os olhos. O homem vende umas três, talvez quatro latinhas e corre para 'reembalar' todo o emaranhado de plásticos que protegem sua bolsa da 'molhadeira' do gelo derretido.
A próxima estação está perto, o homem olha atentamente por entre os vidros. Sabe que um vacilo pode colocar tudo a perder... Ele se encosta novamente no vagão. Não quer levantar suspeitas. Muito menos arrumar confusão com os seguranças que torcem para prender uma bolsa como a dele num dia de calor.
Percebo que conheço aquele rapaz. Já o vi diversas vezes vendendo seus refrigerantes e cervejas dentro dos vagões. Neste momento, sim caro leitor no exato momento que o reconheço, me vem um questionamento à cabeça: Se eu que ando no máximo três vezes de trem na semana, conheço aquele homem. Como é que a segurança, que está diariamente nas estações, não põe um fim nas vendas de vagão?

Depois deste episódio, outros fatos me chamaram a atenção com respeito à 'venda ilegal' de qualquer artigo que seja. Um exemplo é:
A polícia toda semana está na região da 25 de Março em São Paulo fazendo prisão de ambulantes e de mercadoria. Porém sempre existem centenas de ambulantes e mercadorias no centro da cidade.
Ao menos das vezes que fui até a 25 de Março, nunca me faltaram opções. E também nunca faltou policiamento, que é uma das vantagens que o Governo conta.
Observando isso, percebi que, ou os policiais (seguranças CPTM) só prendem mercadoria quando querem. Ou há uma grande hipocrisia em relação ao comércio informal...
De todo modo, é um caso para se pensar.